Na altura em que o padre António Vieira escreveu a sua obra “clavis profetarum” ou “chave dos profetas”, havia um grande interesse pelo estudo do futuro. Em determinado momento, ele deu o título de História do Futuro à parte desta obra. Esse é um tema bem discutido entre os especialistas, o da relação entre o livro História do Futuro e a obra Chave dos Profetas.
Chave dos Profetas foi redigida em latim
Cabe lembrar que História do Futuro e outros manuscritos de Vieira foram redigidos em português. Chave dos Profetas, no entanto, foi redigida em latim, língua que o religioso dominava profundamente.O latim era muito conhecido e até falado nas universidades da Europa e da América. Ele procurava desvendar um pouco dos mistérios do futuro. Uma época de paz é um grande sonho da humanidade. Esse sonho permeia todos os séculos. Talvez por esses motivos ele tenha considerado o trabalho sobre profecias o de maior importância. O que acontece é que a obra profética ficou por acabar. Ele trabalhou até o último ano de vida nela. Com certa modéstia, ele disse que as profecias seriam um palácio altíssimo, e os sermões seriam choupanas.
A nova edição de História do Futuro é a primeira brasileira
Essa nova edição de História do Futuro foi projectada pelo Laboratório de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília. Podemos lembrar que esse livro tem duas grandes partes. Vieira deu à primeira o título de Livro Anteprimeiro. A segunda parte foi chamada de Livros Primeiro e Segundo. Um trabalho mais extenso é o que está sendo promovido pela publicação da Clavis Profetarum. Essa obra é mais extensa porque reúne manuscritos de diversas épocas que estão em Portugal e na Itália. Esse trabalho vai levar mais tempo e está sendo tratado nestes dois países. É importante ressaltar que não havia no Brasil uma edição destas duas partes do livro. Em Portugal, houve algumas edições separadas ou reunidas.
A vida do padre Vieira apresenta muitas turbulências. Ele gozou, durante um período, da admiração do rei dom João IV. Vieira foi um apoiador da independência de Portugal da Espanha. Ele veio para Brasil aos seis, sete anos, e sua primeira viagem para Portugal foi em 1641, pouco depois de ser proclamada a sua independência da Espanha, como um dos três enviados do governador do Brasil. A sua missão era dizer que o Brasil era a favor da independência. Foi quando se tornou grande amigo de dom João IV. Vieira chegou a ser conselheiro do rei e pregou grandes sermões em Lisboa. Esse foi o período próspero. Depois da morte de dom João IV, ele perdeu essa posição.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Slogan de Fernando Pessoa

"Primeiro estranha-se, depois entranha-se".
Este foi o slogan de lançamento da Coca-Cola em Portugal, slogan esse, escrito pelo famoso poeta e escritor português Fernando Pessoa.
Fernando Pessoa trabalhava nessa altura para a agência de publicidade "Hora" e foi o seu humor mordaz que o fez criar esse slogan.
Quando saiu, o slogan fez um enorme sucesso, mas, acabou por levar a um enorme prejuízo financeiro. Uma vez que a Coca-Cola tinha sido proibida pelo regime devido a suspeitas de que a bebida em questão continha cocaína, ao ver o slogan, o director de saúde de Lisboa entendeu que a mensagem era um explícito reconhecimento da toxicidade do produto e decretou a proibição da bebida e fez com que a bebida fosse toda mandada ao mar.
Só em 1975 é que a Coca-Cola passou a ser autorizada em Portugal.
sábado, 27 de setembro de 2008
A tragédia de Jenny
Tudo aconteceu muito rapidamente. Embora todos soubessem que Jenny era um bocado maluca e tinha problemas de álcool, ninguém esperava tal tragédia.
Depois de se chatear com o namorado, Jenny saiu furiosa do estúdio onde estava a gravar um novo single.
Alguns instantes depois, apareceu a minha porta. Embora fosse uma rapariga difícil de compreender, eu sabia que lá no fundo ela só precisava de uma amiga com quem desabafar. Depois de uma longa viagem em silêncio, Jenny parou o carro numa praia deserta, um bocado escondida.
Então virou-se para mim e disse:
- Conhecias esta praia?
Ao que eu lhe respondi:
- Não, mas é linda. Como é que a descobriste?
Depois de um momento de silêncio, em que só se ouvia a Jenny a beber a sua vodka.
Olhando para o mar ela respondeu-me:
- Era aqui que eu vinha com o meu irmão quando éramos mais novos.
- E porque deixaram de vir? – Perguntei-lhe.
- Ele fugiu de casa quando tinha 16 anos e nunca mais tive notícias dele.
-Desculpa ter tocado no assunto, não sabia. - respondi-lhe sem saber o que poderia dizer mais.
Era a primeira vez que a via assim tão frágil, parecia perdida sem saber o que fazer.
Enfim, tentando quebrar o silêncio, perguntei-lhe:
- Não me queres contar o que se passou para estares assim?
Depois de dar outro gole na sua vodka, respondeu-me:
- O Fred não compreende a minha música. Quer alterar tudo, mas não percebe que a minha musica e um refugio para mim. E onde escrevo os meus sentimentos. Se ele mudar as minhas letras, a musica deixa de ter significado para mim. É como apagar um bocado de mim.
Nesse preciso instante, apareceu o Fred. Furioso, virou-se para a Jenny:
- Eu sabia que só podias estar aqui. O que pensas que estás a fazer? Não podes abandonar o estúdio assim! Tens uma música para gravar! Estou farto das tuas cenas! E essa mania de te embebedares! Agora escolhe, ou voltas para o estúdio acabar a gravação, ou, acabou-se tudo entre nós!
Depois de um momento a pensar no que acabara de ouvir. Perguntou-lhe:
- Estás me a fazer um ultimato? Queres mesmo que escolha? Ou a guerra ou o amor?
- Sim! – Respondeu-lhe ele com frieza
- Então escolho a guerra! – Dito isso, agarrou nas chaves do carro, na sua garrafa de vodka e fugiu a correr.
Algumas horas depois, chegou a horrível notícia, Jenny tivera um acidente de carro ao qual não sobrevivera.
Depois de se chatear com o namorado, Jenny saiu furiosa do estúdio onde estava a gravar um novo single.
Alguns instantes depois, apareceu a minha porta. Embora fosse uma rapariga difícil de compreender, eu sabia que lá no fundo ela só precisava de uma amiga com quem desabafar. Depois de uma longa viagem em silêncio, Jenny parou o carro numa praia deserta, um bocado escondida.
Então virou-se para mim e disse:
- Conhecias esta praia?
Ao que eu lhe respondi:
- Não, mas é linda. Como é que a descobriste?
Depois de um momento de silêncio, em que só se ouvia a Jenny a beber a sua vodka.
Olhando para o mar ela respondeu-me:
- Era aqui que eu vinha com o meu irmão quando éramos mais novos.
- E porque deixaram de vir? – Perguntei-lhe.
- Ele fugiu de casa quando tinha 16 anos e nunca mais tive notícias dele.
-Desculpa ter tocado no assunto, não sabia. - respondi-lhe sem saber o que poderia dizer mais.
Era a primeira vez que a via assim tão frágil, parecia perdida sem saber o que fazer.
Enfim, tentando quebrar o silêncio, perguntei-lhe:
- Não me queres contar o que se passou para estares assim?
Depois de dar outro gole na sua vodka, respondeu-me:
- O Fred não compreende a minha música. Quer alterar tudo, mas não percebe que a minha musica e um refugio para mim. E onde escrevo os meus sentimentos. Se ele mudar as minhas letras, a musica deixa de ter significado para mim. É como apagar um bocado de mim.
Nesse preciso instante, apareceu o Fred. Furioso, virou-se para a Jenny:
- Eu sabia que só podias estar aqui. O que pensas que estás a fazer? Não podes abandonar o estúdio assim! Tens uma música para gravar! Estou farto das tuas cenas! E essa mania de te embebedares! Agora escolhe, ou voltas para o estúdio acabar a gravação, ou, acabou-se tudo entre nós!
Depois de um momento a pensar no que acabara de ouvir. Perguntou-lhe:
- Estás me a fazer um ultimato? Queres mesmo que escolha? Ou a guerra ou o amor?
- Sim! – Respondeu-lhe ele com frieza
- Então escolho a guerra! – Dito isso, agarrou nas chaves do carro, na sua garrafa de vodka e fugiu a correr.
Algumas horas depois, chegou a horrível notícia, Jenny tivera um acidente de carro ao qual não sobrevivera.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Se no mundo igualdade houvesse...
Se no mundo igualdade houvesse e esperança nas pessoas existisse,
eu sentiria grande emoção e à filosofia me prenderia.
No mundo perfeito jamais uma letra mudaria.
E se chorasse, e sofresse, sentimentos de desespero me assombrassem,
ao mundo eu sorria porque no fundo era a perfeição.
Esperei que tudo acontecesse e meu desejo me realizasse,
rezei esperando que o meu sonho fosse todo uma verdade.
Mas deparei-me num pesadelo e os meus olhos cederam,
e a ansia da ilusão, e a coragem se entranha,
e crente que um dia no sonho vou acordar
para que haja alegria,
e todos os direitos do mundo um dia se possam igualar.
Bendito seja o meu pensamento de todas as posições igual.
Mais tarde, felicidade se vai sentir debaixo dos meus olhos castanhos.
Passaram os Homens a ter de sorrir,
e seus entes correram sentido que possuem liberdade,
e correram, descansando aquilo a que se chamou de igualdade.
Stéphanie Santos
eu sentiria grande emoção e à filosofia me prenderia.
No mundo perfeito jamais uma letra mudaria.
E se chorasse, e sofresse, sentimentos de desespero me assombrassem,
ao mundo eu sorria porque no fundo era a perfeição.
Esperei que tudo acontecesse e meu desejo me realizasse,
rezei esperando que o meu sonho fosse todo uma verdade.
Mas deparei-me num pesadelo e os meus olhos cederam,
e a ansia da ilusão, e a coragem se entranha,
e crente que um dia no sonho vou acordar
para que haja alegria,
e todos os direitos do mundo um dia se possam igualar.
Bendito seja o meu pensamento de todas as posições igual.
Mais tarde, felicidade se vai sentir debaixo dos meus olhos castanhos.
Passaram os Homens a ter de sorrir,
e seus entes correram sentido que possuem liberdade,
e correram, descansando aquilo a que se chamou de igualdade.
Stéphanie Santos
Se houvesse degraus na terra...
Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.
Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Herberto Helder
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.
Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Herberto Helder
Frase criticas a Portugal da correspondências de Fradique Mendes
«Lisboa é uma cidude traduzidado francês em calão»
«(...) Politicos, votados por um fado vingador à destruição da nossa terra.»
«Em Portugal, boa madrinha, todos somos nobres,todos fazemos parte do Estado, e todos nos tratamos porExcellencia.»
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